A moda dos jardins verticais | Mariana Barros

A moda dos jardins verticais

Museu do quai Branly, de Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas, em Paris. Paredes vegetais de Patrick Blanc (Fotos: Divulgação)

Pode reparar: halls de prédios comerciais, muros de edifícios residenciais, consultórios, praças, farmácias… São Paulo vive um “boom” de jardins verticais dos mais variados tipos e tamanhos. O precursor desta moda foi o francês Patrick Blanc , botânico e criador do conceito de forrar com plantas plataformas verticais. Ele conta que foi observando a vegetação de penhascos que lhe ocorreu criar uma estrutura capaz de servir de suporte a espécies de plantas. Suas experimentações começaram nos anos 90, mas ganharam força mesmo a partir dos anos 2000. Em 2008, ele reuniu seus principais trabalhos e técnicas no livro “Le mur végétal, de la nature à la ville”, que acaba de ganhar versão em inglês atualizada neste ano (“The vertical garden, from nature to the city”).

Edição atualizada e em inglês lançada neste ano

Foram empregados principalmente para fazer com que ambientes pareçam mais amplos ou que muros externos sejam mimetizados na paisagem. O ineditismo da técnica, porém, ficou para trás. Hoje, esses jardins são o que se pode chamar de “carne de vaca”. Acabam servindo meramente como item de decoração e com espécies pouco exuberantes. Em muitos casos, um vasinho pendurado já é logo chamado de “jardim vertical”. De qualquer modo, embora não sejam mais nenhuma novidade, algumas paredes vegetais ainda impactam quem as encontra pelo caminho.

Hall de um edifício comercial na Avenida Angélica: boom dos jardins que vão de cima a baixo (Fotos: Mariana Barros)

Edifício residencial na esquina da Alameda Tietê com a Rua Haddock Lobo: cultivo vertical do lado de fora

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