Maria Sibylla Merian recordada com google doodle em dia de aniversário

AUTOR: MIGUEL MOREIRA

A naturalista alemã Maria Sibylla Merian é recordada com um google doodle, que assinala o 366.º aniversário do seu nascimento. A naturalista alemã ficou famosa pelos desenhos de plantas, répteis, aranhas e animais tropicais. É hoje homenageada.

Maria Sibylla Merian – naturalista alemã e artista botânica famosa por desenhos de plantas, répteis e outros bichos tropicais – merece uma homenagem ao estilo Google, com um doodle na página principal do motor de busca.

Sibylla Merian publicou gravuras de plantas, em três coleções, nos anos 1675, 1677 e 1680. Os insetos, os rastejantes e os répteis sempre a cativaram, o que, aliado à sua paixão pelas artes, resultou num trabalho brilhante, com a metamorfose dos bichos, nas diferentes fases da vida, desde o ovo, passando pela larva, até à idade adulta.

Esta naturalista realizou uma intensa pesquisa no Suriname. Não era comum ver uma mulher dedicar-se a uma arte de forma tão profunda – ao contrário dos homens, que recebiam, inúmeras vezes, apoios do governo para realizarem trabalhos do género. Procurou novas plantas e espécies, de animais, empreendeu expedições científicas. Maria Sibylla Merian descobriu diversas espécies e plantas que se escondiam na zona interior do Suriname. Depois de recolher e recriar essas descobertas, descritas com grande pormenor, quer na arte, quer na ciência, Merian procedeu a uma intensa classificação das espécies, numa obra notável, hoje recordada com um google doodle.

No prefácio de Metamorfose Insectorum Surinamensium, Maria Sibylla Merian revela que criou a “primeira classificação para todos os insetos que tinham crisálidas, as borboletas diurnas e noturnas”, sendo que a “segunda classificação é o das larvas, vermes, moscas e abelhas”. A investigadora reteve “os nomes indígenas das plantas, porque eles ainda estavam em uso nos Estados Unidos por ambos os locais e os índios”.

No seu tempo, acreditava-se que os insetos eram o resultado de uma “geração espontânea na lama em putrefação”, teoria que remontava aos tempos Aristóteles. Maria Sibylla Merian colocou em causa a questão: como poderiam surgir as mais belas borboletas a partir de lagartas?. Empreendeu um trabalho intenso sobre a metamorfose dos insetos, sobre as crisálidas e outras plantas, realizando uma descoberta notável.

“Na minha juventude, passei o tempo a investigar insetos. No início, comecei com bicho da seda na minha cidade natal, Frankfurt. Percebi que as lagartas produziam lindas borboletas e que os bichos da seda fizeram o mesmo. Isso levou-me a recolher todas as lagartas que eu poderia encontrar, a fim de ver como elas mudavam”, resume Maria.

Hoje, dia 2 de abril, assinala-se o nascimento de Maria Sibylla Merian (que ocorreu em 1647). A naturalista e ilustradora científica viria a morrer em Amesterdão, a 13 de janeiro de 1717.

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